AFINAÇÃO DO BANDOLIM
O bandolim é afinado como o violino seguindo a seguinte
disposição: do agudo para o grave, primeiro par
“E”(mi), segundo par “A”(lá), terceiro
par “D”(ré), quarto par “G”(sol).
4 ------------------------- G (sol)
3 ------------------------- D (ré)
2 ------------------------- A (lá)
1 ------------------------- E (mí)

*No caso do bandolim de dez cordas o quinto par é afinado
em “C”(dó).
A CORDA MÍ SEMPRE ARREBENTA QUANDO
VOCÊ TENTA AFINÁ-LA?
Tente afinar seu instrumento começando pelos bordões,
ou seja, pelas cordas mais graves aliviando a tensão sobre
as primas, pois o cavalete móvel do bandolim acaba funcionando
como uma balança. Lembre-se de manter seu bandolim sempre
afinado com a referência do “lá 440”,
isso evitará que as cordas quebrem e também evitará
que o braço do instrumento venha a empenar. Observe se
a corda está arrebentando sempre no mesmo ponto, isso pode
ser causado por algum problema no osso do cavalete ou na pestana.
PALHETADAS
As palhetadas devem ser sempre alternadas, exceto em inflexões
específicas da interpretação. A alternância
deve seguir a acentuação da pulsação
rítmica, para baixo nos tempos fortes e para cima nos tempos
fracos. Observo que muitos alunos têm a tendência
de sempre começar as frases palhetando para baixo, o que
pode ser um problema quando a frase começa em anacruse.
Muitas vezes você terá que começar uma frase
com o movimento para cima fazendo com que a pulsação
coincida com a palhetada para baixo. Estudando com o auxílio
de um metrônomo pode-se ter uma melhor dimensão desta
articulação. Acredite, isso faz toda a diferença
na intenção do fraseado.
Evite apoiar a mão direita sobre o tampo ou sobre o cavalete,
isso pode prejudicar sua sonoridade e mobilidade.
HORA DE ESTUDAR
Não adianta estudar por dez horas num dia e no outro nem
olhar para o instrumento. O estudo deve ser planejado e constante.
Procure estabelecer metas, a médio e longo prazo.
Alongamento antes, durante e depois! Isso fará com que
você toque melhor e mais relax além de evitar lesões
por esforço repetitivo. Quando estamos estudando trechos
difíceis há uma tendência de tencionar a musculatura,
isso é péssimo para o som e para a saúde,
lembre-se de respirar.
Muita calma nessa hora, comece devagar! Crie exercícios
de aquecimento para começar a sua prática diária,
vá aumentado a intensidade e a velocidade aos poucos. Não
adianta nada tocar rápido sem expressão. Toque como
se estivesse conversando ou cantando, expressão é
a alma do negócio.
IMITANDO OS MESTRES
Todos os grandes instrumentistas que conheço copiaram seus
mestres como meta de estudo. É importantíssimo tentar
absorver o máximo de informação no que diz
respeito a sonoridade, ritmo, linguagem (vocabulário),
ornamentos, etc.
O bandolinista que não parar pra colar no Jacob estará
perdendo uma grande oportunidade. Tente tirar o máximo
de músicas possível e tocar coladinho com o disco.
No começo é um pouco difícil sim, mas é
o caminho. Com o passar do tempo, a sua personalidade vai agir
e naturalmente suas interpretações terão
vida própria. Algumas referências que recomendo são:
Jacob do Bandolim (Vibrações), Déo Rian (Inéditos
de Jacob), Joel Nascimento (Tributo a Jacob do Bandolim), Ronaldo
(Trio Madeira Brasil) e Hamilton de Holanda (01 Byte 10 Cordas).

Os Mestres Pixinguinha e Jacob do Bandolim.
O BANDOLIM 10 CORDAS
O Bandolim 10 cordas tem um par de cordas a mais em relação
ao bandolim tradicional. Esta ampliação proporciona
uma nova gama de possibilidades harmônicas e melódicas.
Com dimensões um pouco maiores, o instrumento também
apresenta uma sonoridade mais sólida e encorpada. Por ser
uma criação recente, ainda há poucas gravações
disponíveis no mercado. Atualmente, o 10 cordas pode ser
ouvido em gravações de Hamilton de Holanda, e no
novo Cd de Dudu Maia que também apresenta duas faixas com
o novo “bandolim 10 cordas em sí bemol”, que
tem dimensões ainda maiores e é afinado um tom abaixo
em relação ao bandolim tradicional.
Uso a sétima corda (dó) do violão de sete
cordas, de nylon, para o quinto par. Aliás, descobri por
acaso, que cordas de nylon para violão funcionam muito
bem para os bordões do bandolim, principalmente para gravar.
Para isso é preciso mandar fazer um cordal apropriado ou
fazer um laço na corda.

Bandolim 10 cordas em sí bemol e o “deizão
velho de guerra”.
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